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A música altera nossas emoções, mas você sabia que isso pode depender da sua carga genética?

Sons, assim como a música e ruídos, são capazes de gerar emoções e alterar o humor de uma pessoa. No entanto o quanto de emoção e humor que podem ser regulados pelos sons parece depender de como uma pessoa expressa a dopamina, um neurotransmissor.

A relação entre os sons com o humor e emoções é muito variável entre indivíduos e pesquisadores da Itália, Dinamarca e da Finlândia parecem ter descoberto o porquê: a resposta aos sons dependem da sua carga genética que determina a função da dopamina e sua função no cérebro. O estudo foi publicado online em novembro de 2016 e é o primeiro estudo a investigar mais do histórico genético e como uma pessoa interpreta um som.

Para isso eles investigaram 38 pessoas para saber se eles apresentavam um polimorfismo no gene do receptor de dopamina tipo 2, 26 pessoas apresentavam esse polimorfismo e 12 não apresentavam, constituindo o grupo controle. Depois essas pessoas foram para uma máquina de ressonância magnética funcional e desempenharam uma tarefa relacionada à emoção (reconhecer faces que apresentavam emoções diversas) enquanto escutavam um som que poderia ser música ou ruído e o humor das pessoas foi testado antes e depois de entrarem na máquina de ressonância magnética.

As pessoas com o polimorfismo melhoravam o humor quando eram expostas à música e as pessoas sem o polimorfismo, quando exposta ao ruído, pioravam o humor (sem alteração no grupo que apresentava o polimorfismo). Houve também um diferente padrão de ativação cerebral, o grupo sem polimorfismo apresentou menor ativação da região estriatal e o grupo com o polimorfismo apresentou menor ativação da região do córtex pré-frontal.

Este estudo é importante porque reforça que uma estratégia não farmacológica, como ouvir uma música, regula o humor e emoção em um nível comportamental e neuronal. Também é interessante utilizar a musicoterapia com indivíduos que apresentem alterações na liberação de dopamina ou que tenham distúrbios de humor.

Apesar dos relatos da eficácia da musicoterapia não serem novos, este é o primeiro estudo a mostrar o que acontece no cérebro quando se escuta música e que a variabilidade genética irá influenciar na sua resposta. Talvez nem todas as pessoas sejam responsivas à musicoterapia, por exemplo.

 

Estrutura molecular da dopamina

Referência

QUARTO, T. et al. Interaction between DRD2 variation and sound environment on mood and emotion-related brain activity. Neuroscience, v. 341, p. 9–17, 26 jan. 2017.

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